quinta-feira, 25 de maio de 2017

Matriz do 5º teste do 11º ano

ciência

Fotografia: “Projeto de Ciência: Separar os componentes de uma mistura”, no Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres, com turmas do 7º ano e do Jardim de Infância.

Objetivos:

1. Explicar o que é o senso comum.

2. Mostrar que o senso comum é útil mas limitado.

3. Explicar a importância atualmente atribuída à ciência.

4. Explicar a perspetiva indutivista do método científico.

5. Explicar as objeções ao indutivismo estudadas: a ciência estuda fenómenos inobserváveis; a observação pura não é possível.

6. Explicar a conceção falsificacionista de ciência.

7. Mostrar como é que o falsificacionismo distingue entre ciência e pseudociência.

8. Explicar a posição de Popper relativamente ao problema da indução.

9. Explicar a perspetiva falsificacionista do método científico.

10. Explicar as objeções ao falsificacionismo estudadas: a sua conceção do método científico é normativa e não descritiva; não valoriza suficientemente a importância dos resultados positivos.

11. Comparar e avaliar o indutivismo e o falsificacionismo.

12. Explicar a perspetiva de Popper acerca da objetividade e progresso da ciência.

13. Explicar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.

14. Explicar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.

15. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.

16. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.

17. Comparar e avaliar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.

A. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.

B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.

domingo, 21 de maio de 2017

Três palavras estranhas

 

As três palavras mais estranhas

 

Quando pronuncio a palavra Futuro,

a primeira sílaba já pertence ao passado.

Quando pronuncio a palavra Silêncio, destruo-o.

Quando pronuncio a palavra Nada,

crio algo que não cabe no que ainda não existe.

 

Wislawa Szymborska

 

WisawaSzymborska

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Matriz do 5º teste do 10º ano

desigualdade de oportunidades

Duração:

90 minutos + 10 minutos de tolerância.

Objetivos:

1. Dar exemplos de problemas de filosofia política.

2. Explicar em que consiste o problema da justiça distributiva.

3. Explicar o que é o capitalismo.

4. Explicar o que é o comunismo.

5. Explicar como é que, segundo Rawls, se podem identificar princípios de justiça de um modo imparcial.

6. Explicar cada um dos princípios de justiça propostos por Rawls.

7. Explicar o primado do princípio da liberdade e a rejeição do utilitarismo.

8. Explicar a estratégia maximin.

9. Analisar e discutir o argumento segundo o qual a distribuição da riqueza não se deve basear em fatores moralmente arbitrários.

10. Explicar em que medida Rawls se apoia em algumas ideias de Kant.

11. Explicar em que medida a teoria de Rawls tenta conciliar a liberdade individual e uma maior igualdade.

12. Explicar objeções à teoria de Rawls.

13. Explicar a teoria de Nozick (direitos invioláveis, crítica aos impostos, estado mínimo…) e mostrar em que medida constitui uma tentativa de refutar a teoria de Rawls.

14. Explicar em que medida Nozick se apoia em algumas ideias de Kant.

15. Explicar objeções à teoria de Nozick.

16. Comparar as teorias de Rawls e de Nozick e discutir qual delas é mais plausível.

17. Defender uma opinião acerca do problema da justiça distributiva.

18. Indicar problemas estudados pela filosofia da religião.

19. Dar exemplos de religiões monoteístas e politeístas.

20. Explicar a conceção teísta de Deus.

Natureza das questões:

Escolha múltipla; identificação e avaliação de exemplos; questões de resposta curta e de resposta extensa.

Para estudar:

Partes assinaladas das seguintes páginas do Manual: 165-166, 168-172.

PDF’s dados aos alunos.

No blogue Dúvida Metódica:

Links sobre justiça social

terça-feira, 25 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Conferência de Frederico Lourenço, em Portimão

Conferencia  Biblia, História e Filosofia de Frederico Lourenço Portimão

Frederico Lourenço é professor na Universidade de Coimbra, na área dos Estudos Clássicos. Traduziu a Bíblia e vários clássicos gregos, nomeadamente a Ilíada e a Odisseia, de Homero, Hipólito e Íon, de Eurípedes, e poemas de diversos poetas. Escreveu também adaptações da Ilíada e da Odisseia destinadas a jovens e alguns romances, contos e ensaios. Em 2016 ganhou o Prémio Pessoa.

A qualidade do seu trabalho promete uma conferência muito interessante, no próximo dia 21 de abril, em Portimão. A organização é do grupo de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, que há vários anos organiza boas conferências filosóficas.

Eis um pequeno exemplo da arte com que Frederico Lourenço muda para português os clássicos, neste caso a poetisa Safo:

Aquele parece-me ser igual dos deuses,
o homem que à tua frente
está sentado e escuta de perto
a tua voz tão suave

e o teu riso maravilhoso. Na verdade isto
põe-me o coração a palpitar no peito.
Pois quando te olho num relance, já não
consigo falar:

a língua se me quebrou e um subtil
fogo de imediato se pôs a correr debaixo da pele;
não vejo nada com os olhos, zunem-me
os ouvidos;

o suor escorre-me do corpo e o tremor
me toma toda. Fico mais verde do que a relva
e tenho a impressão de que por pouco
que não morro.

Poesia Grega de Álcman a Teócrito, organização, tradução e notas de Frederico Lourenço, Livros Cotovia, Lisboa, 2006, pp. 37-38.

Outras traduções de Frederico Lourenço:

As pessoas agem mal porquê?
A amizade
A condição humana